IV CAMILLE CLAUDEL (1864-1943) MULHER , ARTISTA , ESCULTORA e....MULHER ALÉM DE SEU TEMPO .


Camille e seu ateliê


Camille alugou um ateliê com as parceiras inglesas localizado em andar baixo por contado  o peso da pedra e da argila que tornavam a escada uma dificuldade ao propósito do escultor. Fotografias da época mostram que o ateliê consistia em um cômodo , que servia como estúdio de trabalho e sala de visita , pois as artistas não dispunham de maiores possibilidades monetárias . É evidente que procuraram fazer cm que o espaço pequeno fosse a um só tempo atrativo e confortável . Supreendentemente , as fotografias mostram que no exíguo espaço de trabalho várias esculturas estavam em andamento . Tapetes ao estilo persa pendurados nas paredes esquentavam o ateliê e serviam de fundo aos modelos . Pinturas e objetos de cobre completavam a decoração e mesmo um piano pertencia ao estúdio , Louise a irmã mais nova era excelente musicista que alegrava em suas visitas as artistas .

Camille era a líder do grupo : geralmente escolhia s modelos e as poses ,  designava as tarefas que cada uma devia cumprir . Como resultado teve que lidar com os problemas de modelos desonestos , que buscavam tirar vantagem da inexperiência de Camille ou ameaçando deixar o trabalho caso não fosse de seu jeito . Mas os traços do caráter de Camille determinado e assertivo a conduziu que embora sendo mulher exigia o  respeito devido e posteriormente  a visão de nunca alterar seus direitos sob pressão exterior . 

Irritações recorrentes , modelos imprudentes , e imprevisíveis quebras acidentais não diminuíram sua produção artística . Camille pode apresentar com orgulho em 1882 as obras “Paul aos 16 anos” um busto de seu irmão e  “la vieille Hélène” busto da criada da família a Rodin em sua primeira visita ao seu estúdio .  


Embora as peças traduzam um aspecto de tradição realista são diferentes na inspiração . A idosa possui feições exageradamente retorcidas, a testa profundamente enrugada , as bochechas bastante pronunciadas ,  a boca num esgar de sorriso irônico.  Em contraste  com o exaltado retrato de Paulo , com seu torso drapeado no antigo estilo e a cabeça orgulhosamente inclinada para um lado . A impressão de orgulho e heroísmo que emana do busto sugere a cândida intenção de Camille de elevar seu modelo ao estatus do antigo herói designado por críticos como “Jeune Achille” .  A terceira peça pode pertencer a sua fase inicial quando Rodin foi ao seu estúdio pela primeira vez ; Camille pode ter completado a peça sob  direção de Rodin . A expressão pensativa da modelo com a cabeça abaixada , como comtemplando pensamentos sombrios  revela uma nova sensibilidade de Camille uma rendição sobre a tradição realista .