A Invisibilidade da Mulher
A Invisibilidade da Mulher
A poetisa grega Safo escreveu em 640 a.C. “alguém lembrará de nós no futuro” e Louise Otto-Peters em 1849 escreveu “A História de todos os tempos , especialmente da atualidade , ensina que....as mulheres serão esquecidas se elas não pensarem sobe elas mesmas” Nada surpreendente para uma sufragista alemã , escritora , jornalista , fundadora do primeiro jornal feminino político em 1848 “Frauen Zaitung” ( Meissen) e em 1855 o jornal feminino “Nueu Bahnen” em Laeipzig . Louise (1819-1895) deixou inúmeras obras entre romances , novelas textos políticos e outras .
Plínio o velho (77 d.C) na “História Natural” faz menção a cinco artistas gregas Aristarete , Eirene Kalipso , e Thamyres. Já Iaia da colônia grega de Cysius , viveu em Roma c. 100 b.C. famosa pintora e gravadora em marfim cujos retratos alcançaram altos valores. Através de documentos foi a primeira artista a se autorretratar . “De Claris Mulieribus” (1355-59) de Giovanni Boccaccio , (1313-1368) uma coleção de 104 biografias de mulheres reais e míticas retiradas de fontes gregas , romanas como a “Moralia” de Plutarco (45 -120 d.C.) , foi o primeiro trabalho humanista dedicado ao desenvolvimento da mente feminina , e o primeiro de muitos tratados humanistas que reforçam a posição da mulher subordinada. Plutarco argumenta que somente colocando a vida das mulheres ao lado da vida dos homens seria possível compreender semelhanças e diferenças entre as virtudes , e concluiu , sugerindo que pinturas de homens e mulheres poderiam muito bem exibir as mesmas características . Boccaccio acredita que a arte está muito alheia a mente da mulher e que tais práticas só podem ser executadas com uma grande porção de talento que nas mulheres é usualmente bastante escarça . Ele parte de um antigo modelo de articulação de um conjunto específico de traços característicos para a mulher ideal quais sejam: ser gentil , modesta , honesta , tenha dignidade , elegante ao se expressar, piedosa , de alma generosa , casta e hábil como dona de casa . (rainha do lar?)
Um retrato dos afazeres femininos
Cristine de Pisan uma escritora francesa , a primeira profissional feminina na história do Ocidente respondeu a Boccaccio construindo uma cidade alegórica “Cidade das Damas” (1405) na qual mulheres notáveis e independentes vivem salvas das difamações dos homens. Pisan pertence ao período de transição entre o final da Idade Média e a Pré Renascença .
Filha de um italiano nascido doutor , astrólogo da corte de Carlos V rei da França ela iniciou-se como escritora e poeta após a viuvez . Tornou-se respeitada sobre as questões morais , de educação da arte de governar, condução da guerra e da vida e período de Carlos V . Perguntava sobre uma questão repetida e prevalente por toda a história , como pode a vida das mulheres ser conhecida quando homens escrevem todos os livros? Pisan na sua cidade alegórica incluiu mulheres santas, contemporâneas , mulheres da antiguidade coletadas por Boccaccio , mostrando mulheres de notável desenvolvimento , da qual ela mesmo é um exemplo , no lugar das desdenhosas referencias a mulheres de “inferioridade inata”!!
Femme de tête de couer
Simone Roux
Cristine Pisan mostra através de pinturas sua participação na cultura
Já vimos que existiram mulheres artistas na Grecia Helenística como relatado por Plinio o velho no seu livro História Natural (77d.C.) , como Timarete , Aristarete e Olympia . Duas filhas de pintores como Helen do Egito conhecida por pintar a Batalha de Issus incluindo Dario e Alexandre , e Iaia de Kyzikos famosa por seus retratos femininos e velocidade espantosa ao pintar excedendo seus competidores masculinos . Avancemos para descobrir mais sobre a história das artistas mulheres
O acesso ao convento centro da educação e vida intelectual e artística de mulheres dos séculos seiscentos e setecentos era frequentemente destinado pelo nascimento nobre .
A maior parte da arte durante o período medieval era produzido nos monastérios . Embora a História da Arte tradicional omita as mulheres das discussões das produções dos monastérios na sua imagem fidedigna, existem evidencias consideráveis no século oitavo , de que abadessas poderosas e cultas de famílias nobres dirigiam scriptorias nas quais manuscritos eram copiados e iluminados . É quase impossível a identificação do gênero dos autores e escribas, mas podemos presumir pela existência nos mosteiros/conventos tanto monges como feiras/monjas estavam envolvidos com a composição , cópia , iluminuras dos manuscritos .
Um novo tipo de enciclopédia Cristã iluminada surgiu no século XII , encontrando sua completa expressão no trabalho de Herrad de Landsbergd e Hildegard Bingen. A Enciclopédia ilustrada “Hortus Deliciarum“ ou o “Jardim das delícias” escrito entre 1160-1170 por Herrad e o livro de conhecimento visionário de Hildegard de Bingen “O Scivias” iniciado em 1142 e terminado dez anos depois são duas das mais impressionantes compilações feitas por mulheres na história Ocidental .
Herrad , abadessa de Hohenburg (1167) perto de Strasburgo , dedicou o “Hortus Deliciarum" as freiras de seu convento . (G. Camès, Allègories et Symboles dans Hostus Deliciarum. Leyden, 1971) O trabalho inicia-se com uma miniatura mostrando seis fileiras de cabeças femininas que incluem o nome de cada freira e noviça . Alguns nomes sugerem que Hohenburg , como todos os conventos medievais tinham entre seus membros pessoas de classe superior . Herrad entendia seu compendio “Hortus Deliciarum” como um desejável conhecimento sobre e assuntos religioso e secular para a educação das jovens meninas no convento . O compendio inclui uma compreensível história da humanidade bem com , uma historia natural do mundo pela variedade de autores citados na introdução . A inclusão de seu nome na última página do “Relindis” de sua professora e predecessora como abadessa nos oferece uma tangível evidencia da transmissão de conhecimento entre as mulheres na Alemanha medieval .
Embora a História da Arte tradicional omita as mulheres das discussões das produções dos monastérios na sua imagem fidedigna, existem evidencias consideráveis no século oitavo , de que abadessas poderosas e cultas de famílias nobres dirigiam scriptorias nas quais manuscritos eram copiados e iluminados . É quase impossível a identificação do gênero dos autores e escribas, mas podemos presumir pela existência nos mosteiros/conventos tanto monges como feiras/monjas estavam envolvidos com a composição , cópia , iluminuras dos manuscritos .
Documentos do período revelam uma impressionante lista de nomes de mulheres vinculada a manuscritos após 800 d.C. quando o Convento de Chelles , sob a direção da irmã de Carlos Magno , Gisela , produziu treze volumes de manuscritos inclusive três volumes comentários sobre os Salmos assinados com nome mulheres escribas . As mulheres tratavam da iluminuras e cercaduras como comprovam : a carta escrita em 735 , por St. Bonifácio a abadessa Eadberg de Minst em Thanet (Alemanha) agradecendo o presente dos livros espirituais e solicitando que ela transcreva para ele em ouro a epístola de seu Senhor São Pedro ; O manuscrito “Beatus Apocalipse” escrito e iluminado no monastério nas montanhas de Léon , a nordeste da Espanha pelo padre Senior , foi pintado pelo monge Emetrius e por uma mulher chamada Ende . Essa mulher se intitula DEPRENTIX (pintora) e DEI AIUTRIX (ajudada por Deus) segundo o costume das mulheres nobres da época. (King Goddard, Georgiana, ”divigations on Beatus” Art studies v. 8 pp 33-55 1976) Ela foi identificada com a escola de iluminadores e trabalhadores em pedra calcária na Espanha Medieval, incluindo a poetisa Leogundia . O fato é que ainda que não seja possível precisar o papel desempenhado por Ende e suas contemporâneas , a certeza moderna de que somente os monges trabalhavam na escriptoria é uma visão errônea.
Vejamos outras evidências . O trabalho nas escriptorias Otoniana do século XII era volumoso e a maioria dos iluministas eram mulheres , ativas como parte desta florescente cultura . Entre elas está Diemud do Mosteiro de Wessobrun na Bavária deixou pelas suas mãos 55 livros que se distinguiam a ornamentação das letra iniciais . Outra freira Gulda escreveu e pintou a “Homília de São Bartolomeu”. A contribuição dessas mulheres para a história das ilustrações de livros está bem documentada . Senão vejamos :
No século XII São Thomas de Aquino , influenciado pela redescoberta de filósofos gregos como Aristóteles, Hipócrates e Galeno em sua insistência na natural inferioridade a mulher , teve como consequência não haver nenhuma contribuição feminina na Filosofia e Teologia Escolástica , as mulheres foram coibidas , portanto excluídas da vida intelectual das escolas das Catedrais e as Universidades , então a única alternativa foi o crescimento do misticismo que pela imaginária vívida e comentários inspirados , um discurso alternativo influente através de algumas mulheres . Eu diria que com criatividade as mulheres artistas da época foram capazes de expor suas ideias!
Hildegard de Bingen (Barbara Newman Sister of Wisdom: St.Hildegard`s teology of the femininee. Berkley, 1987.) deixou um corpo de trabalho sem paralelo em sua esfera , os textos nos quais descreve sua experiências religiosas são uma pequena fração de sua arte literária , mas tem particular interesse para os historiadores da arte pela sua imaginária visionária . Considerar Hildegard como uma simples parte da tradição feminina é insuficiente , pois ela exerceu uma profunda influencia como uma das muitas vozes alteadas a favor e como suporte para a Reforma Gregoriana . O reconhecimento papal estabeleceu o reconhecimento da reputação de Hildegard como a voz profética dentro da Igreja . Além do “Scivias” escreveu sessenta e três hinos , uma peça sobre milagre e um longo tratado de nove livros sobre as diferentes natureza das arvores , plantas , animais , pássaros , peixes , minerais , metais , e outras substancias . Suas visões bastante compartilhadas com os conhecimento científico e religioso de sua época , lhe proporcionou a distinção de ser a única mulher que tem um volume inteiro devotado aos seus trabalhos nos “senhores” da Igreja oficial Patriologia Latina .
O “Scivias” (Conhecer os caminhos do Senhor) consiste em trinta e cinco visões relatando e ilustrando a história da salvação . A persona adotada por Hidegard para a expressão de sua visionária teologia era igual a muitos místicos do século XII, uma pessoa fraca , um depositário pacífico no qual a palavra de Deus penetrava . Ela mesma se considerava “uma pena na respiração de Deus”.
Barbara Newman identifica Hildegard de Bingen como a primeira pensadora cristã a trabalhar com seriedade e positividade com a ideia do feminino ao mostrar Eva , Maria e Eclésia e ou a Mãe Igreja . No fundo de seu mundo espiritual são as imagens visionárias da Sapientia e Caritas , e as formas femininas do Sagrado Saber e Amor Divino , foi a primeira mulher teóloga a personificar o amor como verdadeiramente uma bela mulher !
O “Scivias” (Conhecer os caminhos do Senhor) consiste em trinta e cinco visões relatando e ilustrando a história da salvação . A persona adotada por Hidegard para a expressão de sua visionária teologia era igual a muitos místicos do século XII, uma pessoa fraca , um depositário pacífico no qual a palavra de Deus penetrava . Ela mesma se considerava “uma pena na respiração de Deus”.
Barbara Newman identifica Hildegard de Bingen como a primeira pensadora cristã a trabalhar com seriedade e positividade com a ideia do feminino ao mostrar Eva , Maria e Eclésia e ou a Mãe Igreja . No fundo de seu mundo espiritual são as imagens visionárias da Sapientia e Caritas , e as formas femininas do Sagrado Saber e Amor Divino , foi a primeira mulher teóloga a personificar o amor como verdadeiramente uma bela mulher !
O “Scivias” (Conhecer os caminhos do Senhor) consiste em trinta e cinco visões relatando e ilustrando a história da salvação . A persona adotada por Hidegard para a expressão de sua visionária teologia era igual a muitos místicos do século XII, uma pessoa fraca , um depositário pacífico no qual a palavra de Deus penetrava . Ela mesma se considerava “uma pena na respiração de Deus”.
Barbara Newman identifica Hildegard de Bingen como a primeira pensadora cristã a trabalhar com seriedade e positividade com a ideia do feminino ao mostrar Eva , Maria e Eclésia e ou a Mãe Igreja . No fundo de seu mundo espiritual são as imagens visionárias da Sapientia e Caritas , e as formas femininas do Sagrado Saber e Amor Divino , foi a primeira mulher teóloga a personificar o amor como verdadeiramente uma bela mulher !
Harrad Abadessa de Hohenburg (Alsacia) “Auto-retrato”